Ensaio: Hyundai i30 SW 1.6 CRDi DCT – Fórmula vencedora

A mais recente geração do Hyundai i30 tem na carrinha um dos formatos mais desejados do mercado, que casa na perfeição com uma motorização diesel poupada e que pode ser acompanhada de uma caixa automática de dupla embraiagem além de uma extensa lista de equipamento de série. E tudo isto, por 30 mil euros.

Para quem olha para os automóveis com paixão, será sempre interessante descobrir a história das marcas, como nasceram e como evoluíram. E para quem anda neste mundo através do jornalismo há já uns anos, não há como não reparar na evolução das marcas de automóveis coreanas como a Hyundai, por exemplo. Há cerca de duas décadas, eram carros feios, esquisitos de guiar e até nos faziam sentir inseguros. O cheiro dos plásticos a bordo era terrível e a posição de condução era algo onde dificilmente nos conseguiríamos sentir minimamente confortáveis.

No entanto, não demorou muito até que os construtores coreanos começassem a apanhar o ritmo, a evoluir os seus métodos de fabrico, a ouvir as opiniões dos seus clientes, a olhar para o lado para ver o que os outros construtores mais antigos e com mais experiência andavam a fazer, tudo com o objetivo de evoluir os seus modelos da melhor e mais rápida forma possível. E tudo isto, é algo que me passa pela cabeça em segundos, assim que me aproximo da nova Hyundai i30 SW.

A nova geração deste modelo tem um desenho muito composto e, apesar de se tratar de uma questão de gosto, estou em querer que será praticamente isento de críticas. Na frente, é a enorme grelha que se destaca e as óticas de desenho moderno, com as luzes de condução diurna na zona inferior do para-choques (as integradas chegarão garantidamente com a próxima geração). Os painéis de carroçaria parecem alinhados e o cuidado com a montagem está de acordo com o que vemos em tantos outros modelos do mesmo segmento. E na parte de trás, as óticas de desenho horizontal também transmitem uma imagem mais moderna e funcional.

No habitáculo, a primeira impressão tem a ver com a boa posição de condução, algo que nos deixa a relaxar desde o primeiro momento e que se pode ajustar facilmente à nossa estatura, seja através das regulações do assento ou da coluna da direção. O desenho do tablier e dos componentes mais visíveis não sai muito da linha de conforto em busca de algo único e original e em vez disso, foca-se mais no lado funcional e prático, com botões de tamanho generoso para as funções mais usadas e em menus simples de utilizar e descobrir.

Os comandos existentes no volante destinam-se ao computador de bordo, além dos tradicionais comandos do volume, do telefone e do cruise control, mas o grande destaque a bordo do Hyundai i30 é o monitor tátil de oito polegadas, instalado no topo da consola central, tipo tablet. Este inclui os comandos do sistema de navegação presente de série nesta versão Style Plus, os do sistema de som, as configurações do carro e do telefone, entre diversos outros.

Em termos de qualidade, a solidez é nota de ordem e não existem ruídos parasitas. O que existe é bastante espaço a bordo, seja nos lugares da frente, nos traseiros ou mesmo na bagageira, que soma uns generosos 602 litros.

A carrinha i30 que aqui lhe mostramos está equipada com o motor diesel de 1,6 litros com 116 cavalos de potência, mas também com a caixa de velocidades automática de dupla embraiagem DCT de sete relações com comandos no volante para o modo manual. O bom funcionamento da caixa de velocidades dá uma grande ajuda nos momentos em que temos de andar por zonas mais congestionadas ou nas horas com mais trânsito, uma vez que permite uma condução mais relaxada e tranquila. Mas aqui, o grande trunfo é mesmo esta motorização. Tem um patamar de ruído bastante controlado, o que melhora o ambiente a bordo e permite obter, facilmente, médias de consumo em torno dos seis litros, mesmo que optemos por um ritmo menos moderado.

O conforto a bordo destaca-se assim pelo espaço disponível e pela ausência de ruídos e vibrações incómodas, o que demonstra uma boa qualidade de construção. A firmeza da suspensão está um ponto acima do perfeito, deixando-nos sentir algumas das vibrações do piso, mas sem alcançar um patamar indesejável, ao mesmo tempo que não deixa o condutor a bocejar caso tenha de percorrer uma estrada secundária de traçado mais interessante, sendo esta a altura perfeita para usar o modo de condução Sport, mais responsivo às solicitações do acelerador.

A acompanhar o nível de equipamento Style Plus da unidade ensaiada, a Hyundai apresenta uma extensa lista de equipamento de série, ao qual não falta o sistema de navegação, as jantes de liga leve de 17 polegadas e os sensores de estacionamento traseiros com a camara de ajuda ai estacionamento. Tudo isto, além dos mais variados equipamentos de segurança como o que nos ajuda a manter o carro na faixa de rodagem e que está sempre com mais atenção do que o condutor e consegue travar o carro de forma a evitar uma colisão. No que diz respeito ao equipamento, apenas gostaríamos de ver incluídos o sistema de iluminação totalmente em LED, que também já é algo bastante utilizado pelos rivais desta Hyundai i30 SW e os sensores de estacionamento dianteiros, pois nem sequer estacionamos de marcha-atrás.

VEREDICTO

A Hyundai elevou a fasquia ao apresentar esta nova geração do Hyundai i30. Por um preço em torno dos 30 mil euros, oferece um familiar com uma boa dose de espaço a bordo e na bagageira, uma posição de condução muito boa, uma boa oferta de equipamento e uma motorização que não desilude quem tem o pé mais pesado e que também consegue oferecer médias de consumo bastante comedidas se assim o desejarmos. E como cereja no topo do bolo, também oferece uma estética pensava para agradar à maioria dos consumidores. Mas claro que gostos não se discutem…

FICHA TÉCNICA

HYUNDAI i30 SW 1.6 CRDi DCT STYLE PLUS

MOTOR: 4 cilindros em linha; Cilindrada (cm3): 1.598; Potência máxima (cv/rpm): 116/4.000; Binário máximo (Nm/rpm): 280/1.500; TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa automática DCT de dupla embraiagem com 7 velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Multibraços; DIMENSÕES: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.585/1.795/1.475; Distância entre eixos (mm): 2.650; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.559/1.567; Travões (fr./tr.) Discos vent./Discos sólidos; Peso (kg): 1.340; Capacidade da bagageira (l): 602; Depósito de combustível (l): 50; Pneus (fr./tr.): 225/45 R17; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 11,5; velocidade máxima (km/h) 188; CONSUMOS: Combinado (l/100 km – WLTP): 6,2; Emissões de CO2 (g/km) 141;
PREÇO (versão base): 30.000 euros; PREÇO (unidade ensaiada): 30.390 euros

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