Espanha: A nova fronteira do medo da UE

junckerO jornal espanhol El País titula “O Eurogrupo «condena» Espanha a um ajuste de 5 milhões de euros mais”.

Espanha pretendia baixar o défice de 8,5% a 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB), uns 30 milhões. Mas, agora, terá de fazer um esforço maior para baixar o número até os 5,3%. Este esforço adicional vai agudizar os problemas da economia espanhola, já muito prejudicada pelo desemprego que afecta mais de cinco milhões de pessoas.

“Preocupa o aumento da pobreza e o incremento do desemprego em Espanha mas há que exigir um esforço adicional”, referiu o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker.

Assim, o “Eurogrupo considera a correcção a tempo do défice deve garantir-se com um esforço adicional na ordem de 0,5% do PIB, mas do que tinha sido anunciado pelas autoridades espanholas até ao momento”, indica o comunicado.

Espanha tem assim o lugar não privilegiado da nova fronteira do medo da União Europeia (UE): demasiado grande para cair, demasiado grande para ser resgatada e demasiado grande para que os mercados passem por alto um linchamento pela violação dos objectivos do défice em 2012.

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